quarta-feira, 14 de março de 2007


ABRAÇOS


Chegou como aragem mansa

Em manhã de primavera...

Era a mais doce quimera,

A mais intensa esperança,

A desejada bonança

Que um homem quer e espera.

No rosto, abria um sorriso,

Um semblante angelical,

Um mundo pleno e total.Era o próprio paraíso!

Nunca senti nada igual.

Nos seus olhos cor de mel

Trazia a luz que irradia

Lindo toque de magia,

Universo de esplendor

Que eu sempre quis um dia.

Seus braços aconchegantes

Eram buquê de carinho,

O afago de um ninho,

A ternura de amante,

O perfume do jasmim,

Emoção mais fascinante

Que senti dentro de mim.

E, assim, bem de mansinho,

Nossos braços se enroscaram.

E ficamos bem juntinhos

Atados como num laço...

Então eu pude sentir

Minha razão de existir

Nesse terno e doce abraço.


(Antonio Manoel Abreu Sardenberg)


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