Lembrar da infância é algo maravilhoso. Principalmente quando se teve a infância perfeita.
Minha infância foi na rua 25, uma rua que fazia travessa a que morava. E lá tive os melhores momentos. Inesquecíveis momentos.
Foram noite em que brincávamos de esconde-esconde, passa anel, queimada, bandeirinha, taco e tantas outras diversões existentes no mundo infantil.
Legal era quando fazíamos a 25 de nosso autódromo particular e todos faziam carrinhos de rolemã para descer a rua até seu final.
Alguns desciam no carrinho apostando corridas e outros corriam atrás. Como tinha ganhado um skate novo de meu pai, descia de skate. Mas não valia, porque o rolamento do skate era mais rápido.
A festa das crianças ali era maravilhosa, eram inúmeras, todas pobres, mas parecíamos os mais ricos do mundo.
Tinha um terreno, que falavamos que era da dona Messias e era assombrado, tb a casa da dona Luzia, que tínhamos medo.
De dia, nós pegava manga no quintal da D. Messias e arriscava olhar a casa trancada da D. Luzia. De noite ninguém chegava perto.
Que saudade dos Baianos, eram filhos de nordestinos e para evitar falar o nome de todos, porque eram muitos filhos, além dos pais. Nós falávamos os baianos. Que saudade da Andréia, uma Negrinha, muito espoleta e cheia de vida. Mas por si própria ela estragou sua vida e seu final foi triste.
A Rua 25 tinha uma magia inexplicável, por ser uma rua onde tinha pessoas humilde, era encantada e todos ali eram envolvidos numa felicidade sem fim.
Era um pedacinho do interior na gigantesca São Paulo, era nosso recanto, Recanto dos Meninos e Meninas. Mas a evolução levou os baianos embora, levou nossos momentos e nos afastou para sempre.
A rua 25 será inesquecível na cabeça de cada um que teve sua infância lá ou que deixou sua rua, para ir brincar lá.
Todos casados, trabalhando, longe, distantes, mas toda vez que lembrar de sua infância Lembrarão da RUA 25.
PARA SEMPRE: Rosa, Lelo, Nalva, Danda, Fí, Téia, William, Maurinho, Mauro, Renata, Jal, Nenê, Leco, Rosilene, Fernando, Vanderlei e tantos outros Amigos da infância*.
*Andréia e Zoio(em memória).
"Aqueles que amamos nunca morrem; apenas partem antes de nós." (A. Nervo)
Ismael
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